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09 de Março de 2010
Bienais de Arquitetura
Carlos Bratke
Recentemente o arquiteto Sergio Teperman escreveu uma matéria sobre o assunto bienais de arquitetura na Revista AU nº 190 . O que estou escrevendo não é uma resposta as suas colocações, Guardo vagamente seus argumentos, alguns pertinentes outros não. Nem quero cobrar meu esforço e de meus colegas envolvidos em suas execuções pois, trabalhamos desinteressada e apaixonantemente.
Não há dúvida que só teremos uma arquitetura e cidades melhores quando a população e os poderes públicos entenderem que existe uma cultura milenar em torno da arte de construir.
É aí que reside a importância dessas exposições.
Muito mais, talvez, do que a agitação cultural em si.
É aí que o agente imobiliário não irá mais vender a idéia de nobreza que há por detrás de uma falsa fachada clássica.
Não sei a quantidade de visitantes da última mostra, mas quando estive envolvido diretamente, lembro-me de números como cem mil, cento e oitenta mil e duzentos mil visitantes em edições consecutivas. São números muito expressivos, principalmente se levarmos em conta que a famosa e fracativa Bienal do Vazio ( 27ª Bienal Internacional de Arte de SP) não chegou nem a trinta mil, ou seja, credibilidade, organização e marketing são fundamentais para o sucesso.
Com a crise interna da Fundação Bienal de São Paulo dos anos 2006 à 2009, onde o Presidente da Fundação agarrava-se com unhas e dentes ao seu posto. As, denúncias, pela imprensa de corrupção, é claro que não havia aporte de verba de patrocínios de empresas privadas ou governamentais.
O modelo está ultrapassado? Pode ser.
Sua dimensão é exagerada? Pode ser.
Agora, pensando bem, com os recursos eletrônicos que dispomos, é relativamente fácil e barato internacionalizar-se cada vez mais a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Afinal, Zaha Hadid e Peter Cook enviaram por e-mail seus projetos em bienais passadas.
É também curiosa a familiaridade que se comenta sobre a atuação do Conselho de Administração da Bienal. Nem nós conselheiros temos tal intimidade.
As bienais são sim, muito importantes e tomara que a Fundação Bienal continue tendo interesse no Convênio com o IAB Nacional e o IAB São Paulo, pois é dessa cooperação que podem resultar boas exposições, o que infelizmente não aconteceu na última vez.
Em razão do situação caótica em que se encontrava a Fundação Bienal, o IAB/SP arcou praticamente sozinho com sua execução. “Gentil e Graciosamente” a Fundação cedeu seu espaço, exatamente ao contrário que do seu idealizador Ciccillo Matarazzo, tomando como exemplo a Bienal de Veneza imaginou.
O que esse evento tem de nefasto, negativo? Por que deixar de fazê-lo?
Carlos Bratke Arquiteto Este recurso é de uso exclusivo para usuários cadastrados
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